Adentremos o Santo dos Santos da alma de Cristo, naquele momento suspenso no tempo que é a oração de João 17. Ali, ouvimos Jesus, não como um servo reportando-se a um senhor, mas como um Filho amado compartilhando o triunfo do coração com o Pai: "Eu te glorifiquei na terra, completando a obra que me deste para fazer" (v. 4). A obra não era de pedra fria ou madeira morta, mas de carne e osso, de almas resgatadas e vidas reescritas. Aqui, Jesus nos revela o discipulado em sua essência mais pura: um processo de formação que é, em si, um ato de adoração, uma obra de arte que reflete a glória do Criador.